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10 motivos para ser ou conhecer um contador de histórias

Em meio a era digital, em que a atenção dos pais é disputada com os smartphones e streamings; que consiste essa tradição de contar histórias para crianças?

Aliás, não só o hábito persiste, como também passou por um processo de especialização.

Em junho, o Espaço Cultural Lago de Histórias, inaugurado em abril na Urca, recebe uma das fundadoras da Cia. de Teatro Atores de Laura, com diversos espetáculos premiados,  para dar o curso Formação de Contadores de História, dividido em cinco módulos (A Preparação do Contador; Ferramentas Lúdicas do Contador de Histórias; A Voz da Palavra; Contar com objetos; e Sonoridades).

Nas aulas do primeiro módulo, dias 3 e 4 de junho, das 9h às 13h30, serão trabalhados exercícios práticos, para desenvolver a atenção, presença, escuta, coordenação, contemplação, musicalidade, confiança e a sintonia individual e em grupo, a partir, também, da vivência da professora na capacitação de contadores no Acre, em Angra dos Reis, Saquarema, Niterói, São Gonçalo e no Rio de Janeiro.

Então, para entender um pouco melhor o universo da contação e do contador, batemos um papo com a Ilana. Confira!

1) O que faz exatamente um contador de histórias?
Um contador de histórias na sociedade africana, ou um Griot é aquele que utiliza a palavra para trazer a sabedoria ancestral, que faz a mediação de conflitos, celebra casamentos, enterros, narra contos tradicionais entre outras coisas. É algo passado de geração em geração e o conhecimento espiritual está intimamente ligado a esta prática. Nós aqui utilizamos a contação como uma performance nos apresentando em centros culturais, teatros, escolas, bibliotecas etc. Também utilizamos a narração para irmos a hospitais, asilos, orfanatos e outros locais. O que sinto é que deveríamos cada vez mais buscar este propósito antigo de ser esta voz bela e harmoniosa na sociedade que pode trazer novas possibilidades de um mundo melhor.

2) Como é a preparação de um contador?
Todos temos um contador de histórias dentro de nós que quer muito se expressar! Então temos que entrar em contato com nossa verdade interna para que ela tenha voz. Então nos preparamos, como prepararíamos a terra para plantar. Tiramos as pedras, revolvemos, colocamos adubo e quando ela já está pronta, colocamos a semente e vamos nos encantando com seu crescimento! Na oficina que vou dar nos dias 3 e 4 de junho chamada justamente “A Preparação do Contador” faremos exercícios práticos para que cada participante desenvolva a atenção, a presença, a escuta interna e externa, a coordenação, a contemplação, a musicalidade, a confiança e a sintonia individual e grupal.

Ilana Pogrebinschi03

3) O contador só conta histórias para crianças?
O contador pode contar histórias para qualquer idade.

4) Em quais tipos de eventos um contador de apresenta?
Em feiras de livros, em festas, em simpósios de contação de histórias, em bienais, lançamentos de livros etc

5) O que mais encanta um contador?
Cada contador se encanta com algo diferente. Pode ser com a história que vai contar, com os símbolos que ela emana e inspira, com os olhos do público quando está ouvindo o conto, com o encontro daquele grupo naquela hora, daquela forma… Há tantas coisas para se encantar, não é? O que não podemos nunca como contadores…é parar de se encantar! O entusiasmo deve ser a mola mestra de nosso trabalho.

6) Como é a relação do público com a contação?
Depende do público, do local, da situação. Ás vezes recebemos crianças agitadas, com muito calor, ou animadas com uma brincadeira que estavam fazendo antes, ou recebemos adultos muito frios depois de um dia de trabalho, ou senhoras faladeiras… Cada um pode reagir de uma forma. Mas o mais importante é que a gente possa conduzi-los de uma forma harmoniosa para que o público entre neste “barco” que pode levar a uma viagem incrível!

Ilana Pogrebinschi: contadora de histórias. Foto: Acervo pessoal.

Ilana Pogrebinschi: contadora de histórias. Foto: Acervo pessoal.

7) Por que contratar um contador?
Como disse Gislayne Avelar Matos, bela contadora mineira, “Os contadores de histórias são guardiões de tesouros feitos de palavras, que ensinam a compreender o mundo e a si mesmos. Eles semeiam sonhos e esperança. São carinhosamente chamados de ‘gente das maravilhas’ pelos árabes.”

8) É caro contratar um contador?
Depende do que você chama de caro… O que sei é que quando o trabalho é feito com responsabilidade e amor, não tem preço!

9) Quanto tempo dura a contação?
Normalmente faço contações mais intimistas que duram de 45 a 50 minutos e também espetáculos narrativos com média de uma hora.

10) Do que você não gosta na contação?
Quando você vê que a pessoa não mergulhou naquela história, não se vestiu dela, não se apropriou e fica tudo superficial, o que feito de outra forma, poderia ser um presente para todos.

Convite da Ilana!!

Convido a todos para as Oficinas de Formação de Contadores de Histórias que acontecerão partir dos dias 3 e 4 de junho na Lago de Histórias, na Urca, Rio de Janeiro.

Informações e reservas de vagas: ilanacontadora@gmail.com

Café e Livros… é ou não é a combinação perfeita?!?

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Ideia para os dias chuvosos…

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Calúnia, injúria e difamação como armas de destruição: conheça o e-book nacional ‘O grito dos caluniados’

O e-Book “O Grito dos Caluniados”, da escritora brasileira Sylvia Busko, conta, através de várias histórias envolventes e de diálogo bate-volta no estilo roteiro, as mais diversas formas de se sofrer com os crimes contra a honra

São Paulo, maio de 2017 – Você sabe qual é a diferença entre calúnia, injúria e difamação e o quão se fazem presentes no dia a dia de diversas pessoas? Resumidamente, calúnia é o ato de acusar alguém falsamente de ter cometido um crime, a difamação ocorre quando a reputação do indivíduo é atingida e a injúria quando se ofende a dignidade ou o decoro de uma pessoa. Esses crimes contra a honra somam 10% das ocorrências registradas nas delegacias de São Paulo. Mas, será que todos os cidadãos que sofrem com essas questões denunciam mesmo o agressor? O que você faria?

Sempre atenta ao comportamento humano e inspirada pelas experiências pessoais e alheias, a escritora brasileira Sylvia Busko, lançou o e-Book “O grito dos Caluniados”, trazendo o assunto à tona e mostrando, através de várias histórias envolventes e de diálogo “bate-volta” no estilo roteiro, as mais diversas formas de se sofrer com os crimes de calúnia, injúria e difamação.

A obra inicia com a personagem principal Ághata após sair de uma sessão de terapia em grupo e indignada com a notícia da morte de um antigo amante que não a via desde que foram separados por uma calúnia. Numa pausa em seu trajeto para casa, acaba se encontrando com a sua melhor amiga num “café de esquina” e, em meio a um debate no estilo “filosofia de boteco”, iniciam um ferrenho diálogo, alternando considerações acerca de religião, política e a conduta das pessoas, com os relatos das histórias contadas na sessão de terapia.

“Pelo romance em si, a palavra “grito” se refere ao desabafo da personagem central Ághata, dominada por sentimentos de ira e indignação pelas injustiças e hipocrisias do mundo em que vivemos, que nos fazem ter vontade de gritar”, explica Sylvia Busko. “Pela minha intenção como autora, o meu livro é um “grito” que clama para chamar a atenção das pessoas sobre a falta de leis efetivas em nosso país para protegê-los de atos de perseguição física e/ou psicológica, seja de natureza passional ou não”, afirma.

A ideia da obra acompanha a escritora desde a escola, época que já escrevia textos aleatórios em forma de ensaios sobre suas opiniões e considerações da vida em teoria e prática. Até que, em 2014, tomou coragem para escrever este livro, movida pela indignação acerca de alguns acontecimentos trágicos que presenciou como a difamação de uma amiga pelas redes sociais, a notícia da morte precoce de um antigo “amante” e a surpreendente descoberta de uma calúnia póstuma – um crime de abuso sexual que o autor da calúnia sabe que jamais ocorreu – proferida contra um velho amigo, falecido há mais de uma década. “Então decidi publicá-lo em nome da honra das pessoas da vida real, que inspiraram as personagens fictícias”, conta Sylvia Busko. “Acredito que muitas pessoas já passaram por alguma situação de calúnia, injúria ou difamação, mas que preferiram não se manifestar ou não tinham conhecimento de como agir diante da situação”, finaliza.

Uma sequência da obra já está sendo criada e se chamará “Os diários de Ágata – A trajetória de uma alma em chamas”. Narrada em primeira pessoa, contará a história da vida da personagem desde os seus 23 anos, quando teve a sua primeira filha. Revelará também o drama vivido após sua separação do pai de seus filhos, por ter se apaixonado por um rapaz mais jovem, e o preconceito que sofreu por ter decidido criar os filhos longe do pai.

Sobre a autora Sylvia Busko

Filha de gaúchos, nascida em 1969 na cidade de São Paulo, cursou Comunicação Social (FIAM) no início dos anos 90, mas deixou seu curso incompleto após o nascimento de sua única filha. Proprietária de uma boutique nos anos 2000, deixou o ramo de comércio de roupas para trabalhar como corretora de imóveis, credenciada na capital paulista. Apaixonada por ciências humanas, nunca abandonou os livros e o gosto pela arte de escrever, tendo feito dessa prática um de seus principais hobbies, desde que deixou a faculdade. Atualmente divide seu tempo escrevendo suas obras em busca de um mundo mais justo e seu trabalho como corretora autônoma.

e-Book: O grito dos caluniados
Autora: Sylvia Busko
Editora: Cia do eBook
Valor: R$ 15,00
Disponível na Saraiva, Amazon e Google Play

Adeus, Antonio Candido!

Antonio Candido (24/07/1918 – 17/05/2017)

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